terça-feira, novembro 15, 2011
Ferida sem sutura
Anima de novo!
domingo, julho 10, 2011
Saúde do Trabalhador e Qualidade de Vida
Interessados entrem em contato para expandirmos o blog.
Abraços
segunda-feira, abril 25, 2011
Para além do normal: a experiência das portas entre abertas
Olhei para onde estava, cercado pelas 1001 portas, sem saber como decidir, sem saber exatamente para onde ir. As certezas foram cortadas da minha cabeça com uma lamina fulminante. Abrir um pouco de cada uma não fez a dúvida amenizar, ao contrário, me tornei um pequeno conhecedor das milhões de realidades, sem pertencer a nenhuma. Um psiconauta adaptado, porém, inadaptável. segunda-feira, abril 11, 2011
domingo, janeiro 23, 2011
O que conta o conto?
sexta-feira, agosto 20, 2010
Da série: Alma em palavras
Quando fui a procurar,
Em cada canto daquele manicomio.
Ela pediu,
Quando fui a procurar,
Naquele obscuro, temível e tão belo sonho
Não sei se vou poder,
Nem com toda minha força de viver,
Satisfazer a doçura da sua cor,
Nas pinturas do amor
E em cada traço lançado ao papel,
Sinto a insuficiência das minhas mãos
De trazer, de alguma forma,
A mais singela semelhança
Daquele momento
Um só momento
Seu olho e meu olho
Sua emoção e minha emoção
Nosso sofrimento
Teu adeus
O carro partiu contigo.
segunda-feira, agosto 16, 2010
Imargens amorosas
terça-feira, abril 27, 2010
sábado, abril 17, 2010
AS-pirações
Luta ardente e louca,
E cada golfada que sobe na bouca
Tu aspiras outro remendo
Para meu coração em sofrimento
Felicidades tais, não tão humanas,
Maravilhas da hybris prometéica
Que ousamos um momento adotar
Lua Negra
Lua Azul
Deuses caem sobre os mortais
Que aspiram superar coisas tais
Pois que,
Tais coisas,
Deixariam os deuses a ver navios
Mais humanos que os homens
Insuflado pela alma louca,
Projetei-me além da felicidade pouca
E o preço tamanho senti
Quando Afrodite emergiu
Bem aqui
Do peito o sofrimento
Quebrada a ilusão do assentamento
Já que tudo, em fantasia
Iria focar-se
Na mais perfeita harmonia
Mas, dizem então,
Afogados pelo afeto
Que isso é cristão demais
Para o mundo de hoje em dia..
Me resta a solidão
De não pertencer a nenhum dos universosdomingo, abril 11, 2010
Psicopompica naturalis
A iminência da ausência do tempo emergiu de um trovão almático que sussurrou a berros brandos o que tivera de existir: ritos proféticos aliciando a realidade para cumprir teus intentos. Porventura, demasiadamente senil, cactos não-naturais de mentes degenerescentes inibiram o canto de racionalidade torta e o fizeram o brotar de forma torta.
Tortura doravante existência, que murmura a situação cardilosa. Foi através de substâncias não autorizadas pela ANVISA que o jovem depassou o portal dos tempos. Quem diria ele? Cardilosamente persistia, num túnel tal, vermelho amarelado, e surfando em ventos calorosos. Sentidos cruzavam como informações verbais daquela máquina almática.
Certo que certorosos trovões de existência, outrora, duvidosa, agora faziam emergir saraivadas de caos osmótico e vomitezes sacro-e-santas, para usar o dialeto verbal.
Por pura magnifisciência, o douto jugo da experiência fizeste em pranto, aquele que outrora duvidara do algiz do que brotava!
E a ponte des-fez Verbo para torna-se Vida.
domingo, março 21, 2010
Santimento
Devaneio sempre e tanto,
Infame que sou,
Em qualquer canto,
Que só a Razão,
Filha de Apolo e Atená,
Me faria parar de delirar.
Espero que, mesmo que em espanto,
Seja sapiente em seu pranto
Para me abraçar ao me ver chorar
Pois que o Sentido, seja o que for,
É mais único do que poderíamos imaginar.
E nem a morte, nem o sexo,
Um dia irão o determinar.
Aqui-agora, Ali-Adiante,
O-que-passou...
O que me importa o que o sábio falou?
Sou mais eu não sendo quem sou.
... são tantas palavras e tantos gestos,
São tantos gritos e tantos murmúrios,
São tantas gentes, são tantos corpos...
O som, o cheiro, o calor,
A voz, o tempero, o sabor..
O amor,
Pra mim mais forte que qualquer intelectualidade,
Travestida em seu rubor.
segunda-feira, março 15, 2010
Equilibrista
Cair num abismo e ninguem segurar tua mão
Cada equina um demonio
Não muito razoável,
Não escolher seu destino,
E cair num desavario..
Pedras rolando,
Açoite do medo
Quem se é,
Quando se perde o poder,
Para um Outro
Que só se vê a sombra?
segunda-feira, dezembro 21, 2009
segunda-feira, novembro 16, 2009
Novo Blog
Tenho escrito ultimamente no blog: istikhara no domínio delíriocoletivo, que é um domínio criado por discordianos que, para quem não sabe, é uma espécie de religião em forma de piada e uma piada em forma de religião, etc, etc.
Enfim, o fato é que tenho publicado uma história das drogas neste blog, no entanto, penso que o perfil que desejo aos meus textos não se enquadra bem - exatamete pela tal falta de enquadramento - que propõe tal domínio. Não que alguem tenha me cobrado alguma coisa. Sou eu mesmo que pretendo criar um blog que assunte centralmente sobre a questão das substâncias psicoativas, isto é, drogas e abre um campo de debate acerca do movimento antiproibicionista mais ou menos embrionário no Brasil.
Pretende criar um blog que traga os debates internacionais e nacionais sobre a temática e também que possa trazer texto de relevância para o tema sem focar-se excessivamente ou simplesmente na temática de uma droga, p.ex, a maconha.
Procuro pessoas interessadas em escrever neste temática / viés para que não seja um trabalho solitário e possamos no futuro criar redes interessantes com outros blogs, alguns com já uma grande relevância na internet e talvez em um espaço mais amplo.
Por enquanto é só.
Quem quiser entrar em contato,
fernandoacrata@hotmail.com = msn
fernando.beserra@hotmail.com = outro email
Ou pode entrar em contato por via deste blog mesmo.
Um abraço.
segunda-feira, outubro 12, 2009
História das Drogas
terça-feira, setembro 22, 2009
Novos Blogs
Infelizmente não é uma produção coletiva. A única que participo, que é a do Tudismocroned, não tem me atraido o suficientemente. Talvez pela falta de produções Parrachianas, do fim precoce do PIPA e da ausência dos encontros que agradavam....
... De qualquer forma me agradou o projeto "Delírio Coletivo" e apareço um pouco tarde, o que é bom para evitar o excesso da luz do dia, neste estabelecimento da rede de encontros e trans-formações surreais, discordianas, parrachianas, enfim, um conjunção de "anomalias" em relação aos padrões de normalidade estreitos e caracinzas.
Não sei se conseguirei hoje, com o espírito mais solar da minha atual escrita, me aproximar demasiadamente destes padrões não-padrões, no entanto, como me agrada esta rede começei as escrivinhações no blog: www.istikhara.deliriocoletivo.org para tentar fundamentar práticas e modos de compreensão alternativos aos tuneis-realidade do consensuais, mesmo que dentro de minha limitada estranheza (para alguns, evidentemnete) atual.
Não espero, evidente, como uma zona temporaria que este projeto dure demasiadamente, portanto, permanecerei com este blog e com o outro, sendo este blog um centro ou uma memória que, diferente dos pós-modernos de plantão, no momento não me interessa desfazer.
Um abraço para meus queridos e queridas,
E o delicioso chavão para vocês...
Ligue-se, sintonize-se, caia fora!
terça-feira, setembro 01, 2009
Duas questão sobre Drogas

Ou estas colocações são frutos da ignorância, o que penso ser pouco provavel, ou são intencionalmente apresentadas através de uma ideologia barata, isto é, na tentativa de produção de discursos de direita, proibicionistas.
Para refutar os 2 argumentos em um mesmo livro isso seria fácil: basta ler um dos melhores livros brasileiros sobe o assunto, que surge dos pesquisadores e trabalhadores na área da farmacodependência da UNIFESP: "Panorama atual de drogas e dependências" organizado pelo Dartiu Xavier da Silveira e pela Fernanda Moreira, livro que já citei neste blog...
Segue uma pequena parte do artigo "Estratégia de Redução de Danos entre Usuários de Crack" de Andrea Domanico e Edward MacRae
Uso de Maconha como Forma de Tratamento de Usuários de Crack:
"Em várias regiões onde predomina o uso de opiáceos, tem considerável sucesso o recurso a tratamentos de substituição. Nesses, os dependentes de heroína ou morfina são incentivados a diminuírem o uso dessas substâncias, utilizando em seu lugar outro opicáceo, como a metadona, também causadora de dependência, mas considerada menos danosa. Até agora pouco se tem feito nesse sentido com dependentes de cocaina. Assim, é interessante examinar um projeto pioneiro desenvolvido entre usuários de crack buscando tratamento no Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes na Universidade Federal de São Paulo (PROAD/UNIFESP). Nesse estudo foram acompanhados 24 indivíduos do sexo masculino por 12 meses "que referiam nas primeiras consultas que vinham usando maconha como uma forma de atenuar os sintomas de abstinência do crack". Alegavam que a cannabis trazia uma redução da ansiedade assim como mudanças subjetivas e concretas em seus comportamentos. Após fazerem espontaneamente esse tipo de relato ao clínico, os pacientes deixavam de receber qualquer medicação para sintomas de abstinência. Ao final do tempo, 70% desses usuários reportaram ter deixado de usar crack e, após um aumento inicial, a própria frequência do uso da maconha tendia a diminuir.
Devido à natureza ilícita do uso da cannabis, projetos de substituição encontram grande resistência por parte das autoridades de saúde e de médicos em geral, tornando-se de dificil execução e replicação, o que é lamentável tendo em vista as dificuldades apresentadas pelo tratamento clínico da dependência de crack e a necessidade de novas maneiras de abordá-lo. Mais uma vez evidencia-se o aspecto contraproducente da atual política proibicionista que se tenta implementar em relação ao consumo de certas drogas".
Outros modos de redução de danos citadas: Cinema na Rua - experiência em Salvador ; O uso de filtro - experiência de Santos ; Cachimbos Individuais - Juiz de Fora ;
E sobre "Algumas sugestões para reduzir danos decorrentes do uso da cannabis" dentro do artigo "Redução de Danos para o Uso da Cannabis" de Edward MacRae, temos escrito:
a - Reconhecendo que os piores danos do uso da cannabis advêm do seu status ilícito, defender a legalização e regulamentação da disponibilidade dessa substância e seus derivados e, possivelmente, dos psicoativos em geral. Ajudaria-se, assim, a evitar o desenvolvimento de estruturas criminosas e violentas associadas ao tráfico e a assegurar um controle de qualidade. Valeria também reconhecer a importância de usos formais e ritualísticos de enteógenos como modelo de redução de danos.
b - Enquanto ainda predominam políticas proibicionistas, buscar parecerias com faculdades de direito para constituir grupos de defesa jurídica para usuários presos pela polícia, e procurar contatos com órgãos de defensoria pública, chamando sua atenção para problemas específicos dos usuários de drogas em sua relação com a lei.

c - Fomentar a disseminação e a discussão em torno dos saberes eruditos e leigos existentes a respeito dos psicoativos. Para tanto serviriam publicações dos mais diversos tipos, a criação de sites na Internet e a constituição de grupos de discussão para usuários.
d - Apontar que, embora relativamente inócuo, o uso da cannabis não deixa de apresentar seus perigos, assim com o de outras drogas, lícitas ou ilícitas, sendo indicada a busca de estratégias para reduzir seus danos.
e - Reduzir o sensacionalismo em torno do tema, chamando atenção para aspectos mais amplos do uso de psicoativos lícitos e ilícitos, deixando de enfocar exclusivamente a cannabis. Paralelamente é importante desmitologizar a figura do "traficante", já que sua representação atual como uma poderosa ameaça à ordem social instituída o torno um modelo extremamente atraente para aqueles que se sentem excluídos de seus benefícios, além de dificultar abordagens mais eficazes para os diversos problemas que o uso de drogas apresenta de fato para a saúde física, psíquica e social da população.
f - Incentivar discussões entre intrageracionais sobre o tema de maneira isenta de preconceitos. Para tanto se podem incentivar debates nas escolas, famílias, grupo de jovens, etc., sobre a questão, deixando aflorar novas perspectivas e sugestões.
g - Evitar posturas de censura, tanto em discussões familiares quanto públicas sobre o tema e buscar incentivar o desenvolvimento de normas, regras de conduta e rituais sociais relacionados aos métodos de aquisição e consumo, à seleção do meio físico e social para o uso, às atividades empreendidas sob o efeito da substância e às formas de evitar efeitos indesejados.
h - Promover uma melhoria na estruturação da vida do usuário, combatendo sua marginalização econômica, social e cultural. Tendo em vista a estrutura essencialmente desigual e pouco democrática da nossa sociedade, isso pode parecer irrealista por ser demasiadamente ambicioso, mas a instituição de programas, oficiais ou não, de redução de danos e a criação de grupos de usuários são passos iniciais que podem ser tomados nesta direção.
i - Promover serviços de atendimento psicológico e social especializados, para aqueles que apresentam dificuldades em estabelecer uma relação controlada da substância. Estes poderiam visar ao deslocamento do lugar ocupado pela droga na vida do usuário, de maneira a retirar a sua centralidade e a dimiuir sua carga simbólica e afetiva.
MacRae ainda dá algumas dicas, que extrapolam a finalidade do questionamento da professorinha, no entanto, já que falamos de redução de danos com a cannabis, nada mais justo...
Evitar reter o fumo no pulmão mais que alguns segundos. Isto basta para absorver grande parte do THC, o resto do tempo representando uma exposição desnecessária aos componentes cancerígenos do fumo como o alcatrão.
Evitar a presença de fungos que possam afetar o sistema respiratório (pode-se sugerir deixar a cannabis ao sol ou aquecê-la no forno brando), assim como produtos químicos, como amônia, que podem vir misturados com a droga (nesse caso recomenda-se deixar o produto imerso na água durante algumas horas e depois secá-lo ao ar livre ou em forno brando). Igualmente, ao enrolar baseados, seria recomendável usar papel fino, desprovido ao máximo de corantes e outros produtos químicos, sendo também importante evitar “maricas” e cachimbos de plástico ou outros materiais que possam soltar vapores tóxicos ao serem aquecidos.
Evitar um fumo demasiadamente quente, deixando de fumar pontas, utilizando cachimbos de água, ou, mais simplesmente, improvisando um cachimbo com a mão (prendendo o baseado entre os dedos, fazendo um oco com a mão fechada e aspirando através dele).
Não usar filtros de cigarro em baseados, já que eles podem reter muito o THC e aumentam a absorção de tóxicos como o alcatrão. Atualmente já existem na Europa vaporizadores e outros produtos que permitem inalar os vapores de THC sem levar a cannabis à combustão.
Um abraço queridos e queridas e até a próxima!
(e no próximo capítulo: bate papo sobre a história das drogas)
